Há dois séculos atrás, um escravo custava nos Estados Unidos, cerca de 30 000 euros.
Actualmente, um trabalhador sem documentação nem personalidade jurídica, custa 100 euros no mercado internacional.
Em Portugal, um trabalhador-escravo, custa 500 euros por mês e, mesmo assim, vivemos num défice de competitividade que impede a tão desejada dinamização económica.
Na China, expoente máximo da economia global, um escravo custa pouco mais de uma tijela de arroz, com a agravante de poder levar os filhos para o emprego.
Paralelamente às economias emergentes, emerge também uma nova Idade Média, uma era de desigualdades, uma sociedade sem dignidade e sem esperança … um mundo en que as pessoas parecem mais apavoradas com a sobrevivência do que com a morte.
A auto-estima dos portugueses é como o pelo de um gato: se lhe passam a mão num sentido, toda ela se compraz no afago. Se lha passam em sentido contrário, toda ela se arrepela. Dificilmente encontramos um meio-termo, porque a imagem que os outros fazem de nós é-nos essencial. Razões? Entre outras, o facto de sermos talvez o país mais periférico da Europa, o mais distante e isolado do coração do continente, onde tudo – a História - se passou e passa. Isto, se nos poupou a algumas das maiores violências dessa História, tornou-nos também num povo esquecido, e que se ressente disso a nível do inconsciente colectivo.
O nosso peso nos acontecimentos europeus sempre foi reduzido ou nulo – tirando as consequências da expansão marítima, imensas mas bem caracterizadas e localizados no tempo. As nossas contribuições no campo das ciências, da filosofia, das artes não vão além (quando vão) de notas de rodapé na história do espírito humano. Em alguns casos, nem sequer por demérito próprio, mas porque o afastamento do centro europeu não permitiu o reconhecimento (quero com isto dizer que temos um ou outro pintor, um ou outro músico, um ou outro sábio, e alguns escritores e poetas que talvez pudessem figurar com outro relevo nos compêndios se fossem italianos, flamengos, alemães, franceses ou mesmo espanhóis).
É contra este “esquecimento”, quase visto como uma fatalidade que a consciência portuguesa, melhor seria dizer, o inconsciente português – reage, por vezes de forma tão sensível e até provinciana. Falam tão pouco de nós, que quando falam, mesmo que seja para dizer mal, prestamos toda a atenção. Por isso vivemos tão intensamente os êxitos e os fracassos futebolísticos – porque eles são uma rara oportunidade de entrarmos em confronto directo com o estrangeiro sob o olhar de uma plateia internacional.
Hoje o tema de discussão centrou-se no lote de convocados para o Mundial 2010 e a partida de férias antecipada de Quim e João Moutinho. A visita de Sua Santidade (nome artístico, Bento XVI), também teve a relevância devida, pois além de dinamizar a nossa moribunda economia, tem subjacente a mensagem de paz, união e benzeduras, como forma de branquear acontecimentos que pouco ou nada têm a ver com os fundamentos cristãos. O aumento do IVA e o assalto ao 13º mês, deverão ser encarados como dádivas celestiais que vão permitir que Portugal, a curto prazo, faça um exorcismo colectivo (mas só à conta dos papalvos do costume), que lhe permita erguer-se momentaneamente para imediatamente cair no fosso onde agoniza uma Europa moribunda, velha e retrógrada. Acabou a pimenta da Índia, depois o ouro do Brasil, depois as coisas de África e os povos que roubamos outrora, chamam-se agora emergentes. Resta-nos o Fado e, já agora, a resignação …
A ecologia é uma marca que vende e as multinacionais não brincam em serviço.
A Axe lançou uma campanha publicitária mesmo a tempo da comemoração do 40º aniversário do dia da Terra, mas a mensagem subliminar não é a preservação da água, é sim, vender mais uma vez, a fantasia masculina mais trauliteira que existe.
É um Bugs Bunny muito fofo, porte majestoso, olhar sedutor, imagem cuidada, colocou o anão da ninhada fora de cena e, para ser perfeito só lhe falta ser primeiro ministro! Umas compras no Rodeo Drive e umas sessões de fotodepilação, vão transformá-lo no próximo “S. Bento Metrossexual Rabbit “.
É certo que lhe falta currículo, experiência governativa, conhecimento das causas e soluções para os problemas reais (ou melhor, republicanos), problemas esses que se vão arrastar por tempo (in)determinado, até nos vermos todos gregos. Continua a insistir na ideia de que o desempregado é um subsídio dependente, esquecendo a situação angustiante de inúmeras famílias que querem trabalhar mas eu insisto que o problema mais grave são os tacho dependentes que os subsídio dependentes, enquanto trabalhadores activos, ajudaram a perpetuar.
A Constituição Portuguesa está a causar-lhe pruridos e, armado em Coelho Sapiens, até já opina sobre a sua revisão de forma a alterar a lei eleitoral para que fique salvaguardado o monopólio do “Bloco Central Liberal”, pronto para a libertinagem que se adivinha. Mas Portugal não tem um problema constitucional, tem é problemas muito mais graves … de finanças públicas, economia, marasmo, corrupção, défice de ética e atitude.
Ângelo Correia, digníssimo guru da ninhada, diz que tanto Sócrates como Coelho, são muito bem parecidos e elegantes, a única diferença está no formato do nariz. Pois o que me preocupa, é o nariz de uns largos milhões de portugueses que, independentemente de terem nariz aquilino ou nariz de batata, vão ter de cheirar esta merda toda.
Na vida de Luís Figo há uma relação muito intensa entre o orgasmo, os negócios, o futebol, e as causas sociais e esta quadrifonia proporciona-lhe vários tipo de orgasmo em alternativa ao fastidioso orgasmo straight. O orgasmo por estimulação manual e cheque-in ocorre geralmente no Taguspark e pressupõe uma ou outra mãozinha marota devidamente apetrechada com uma Montblanc, sempre pronta a disparar. Nada de mal, se tivermos em conta que o produto deste orgasmo vai directamente para a sua “Fundição”.
O mítico ponto “G” está no imaginário masculino e Figo não foge à regra. É certo que, por mero desvio ortográfico, não conseguiu atingi-lo… ficou-se pelo “M”, mas ontem, inexplicavelmente, o tão esperado orgasmo, não passou de um amargo de boca chamado “coito interrompido".
Estamos todos de parabéns, 2010 promete ser o ano do sexo ecológico, com a publicação de 2 obras fodamentais para nos ajudar a libertar das feromonas envenadas com C02. EcoSex e GreenPorno prometem ser campeões de vendas nos próximos tempos, porque “think green, fuck green” é fashion e porque devemos ser sensíveis a determinados pormenores para refrear o “global warming”. Convém não esquecer que, para a queca ser perfeita, não basta o desejo exacerbado de partir a loiça toda. Há determinados comportamentos de risco para o meio ambiente que convém evitar, e seguir à risca as propostas de Stefanie Íris Weiss e Isabella Rossellini, caso contrário seremos rotulados de “neófito ambiental total”
Em caso de queca iminente, aqui estão algumas regras básicas, que lhe permitem receber o “green fucker certificate”
- lingerie de baixo impacto ambiental (se preferir, nem use nenhuma porque o melhor da vida, faz-se sem roupa) - não ao preservativo de látex (ponha os neurónios a trabalhar e dê largas à ivaginação ) - afrodisíacos orgânicos (sovaco eau de parfum) - não acender lâmpadas (em alternativa acenda a fogueira que há em si) - sex toys ecológicos (de preferência fabricados em pau-santo) - lençóis de algodão egípcio e mobiliário em bambu (ou então ao ar livre, de preferência no parque eólico da A8) - não fumar após o acto (coma um prato de lentilhas) - não tomar banho (a água é um bem mais precioso que o petróleo) - utilizar mezinhas caseiras para aumentar a libidinosidade - banir por completo Facebook, hi5 e afins, optar pelo dating social network com a certificação “green”
“Eu fiquei surpreendido pela positiva, na medida em que isto demonstra que o problema não era entre o Ministro José Sócrates e a Região Autónoma da Madeira. O problema era de quem envenenou o 1º Ministro para tomar determinadas atitudes que hoje se vê que não estavam certas. Portanto, há um novo clima! Eu costumo dizer, a minha prioridade é a Madeira, não quero guerras com o Governo da República e muito menos as vou fazer por causa deste PSD. Daquilo que eu vir que é justo, serei aliado do Engº Sócrates, nem que seja contra o PSD”
Entrevista de Alberto João Jardim à RR
É interessante analisar as próprias declarações de Alberto João Jardim, aquando do incidente relacionado com a “censura” do artigo de opinião de Mário Crespo em que este apelida o 1º Ministro de Mugabe da Europa, acusando-o de uma obsessão doentia contra a insularidade e contra a imprensa que se torna adversa e incómoda aos seus propósitos de ditador. Para este artista de circo, palhaço do Conselho de Estado que debita impropérios em todas as direcções, para quem o Presidente da República é o Sr Silva e o 1º Ministro é o Sr José, o “Marketing Mix” é o terreno de eleição para os seus malabarismos dialécticos, onde as variáveis Preço/Custo/Conveniência podem ser manobradas conforme lhe dá mais jeito.
Original é o poeta que se origina a si mesmo que numa sílaba é seta noutra pasmo ou cataclismo o que se atira ao poema como se fosse ao abismo e faz um filho às palavras na cama do romantismo. Original é o poeta capaz de escrever em sismo.
Original é o poeta de origem clara e comum que sendo de toda a parte não é de lugar algum. O que gera a própria arte na força de ser só um por todos a quem a sorte faz devorar em jejum. Original é o poeta que de todos for só um.
Original é o poeta expulso do paraíso por saber compreender o que é o choro e o riso; aquele que desce à rua bebe copos quebra nozes e ferra em quem tem juízo versos brancos e ferozes. Original é o poeta que é gato de sete vozes.
Original é o poeta que chega ao despudor de escrever todos os dias como se fizesse amor. Esse que despe a poesia como se fosse mulher e nela emprenha a alegria de ser um homem qualquer.
“Preferia ser submetido a um exame rectal, em directo na TV, a ter uma página no Facebook”, quem o diz é George Clooney e esta afirmação levanta duas questões pertinentes: ou ele adora toques rectais (o que duvido, eheheh) ou então o FaceBook é provavelmente o maior caso de espionagem a que alguma vez se assistiu. Talvez os utilizadores não saibam mas a verdade é que esta página social vende toda a informação ao melhor preço pois, de acordo com as condições do contrato que virtualmente assumem, outorgam ao Facebook a propriedade exclusiva e perpétua de toda a informação e imagens que publicam, mesmo depois de apagadas. Carlos Carvalhal, num acto desesperado, também sucumbiu aos encantos da Farmville, numa tentativa “in extremis” de dinamizar a plantação de nabos que tem numa propriedade em Alcochete.
Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem Direitoe se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem os Lesiades's, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o garra de lin-chao é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?
"Redaxão" escrita por um aluno do 9º ano
A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara
Parece que há uma grande incompetência generalizada em transmitir aos filhos, a importância da escola e a importância que é receber uma educação, uma oportunidade e um privilégio.
As crianças de hoje não são mais estúpidas ou mais indisciplinadas do que antes,o problema é a falta de respeito pela autoridade dos mais velhos. Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Estes, por sua vez, preferem demitir-se da sua função de pais, evitando assumir qualquer autoridade, preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos, seja alegre e sem conflitos, empurrando o papel de disciplinador, quase exclusivamente, para os professores.
Os progenitores não são amigalhaços de borgas, são educadores e, enquanto não optarem pela supressão de privilégios e pelo alargamento dos deveres, vamos continuar a assistir a estas “pérolas” de inspiração.
DiciOrdinário - dicionário ordinário. Qualquer semelhança com outros dicionários é pura conincidência.
O Diciordinário é uma homenagem ao linguado português. Trata-se de um verdadeiro serviço público pois, já desde o tempo em que se phodia, muito tem sido escrito sobre o sexo oral mas pouco é dito sobre o sexo escrito. Eça é que é Eça. E não estamos aqui para engatar ninguém.
Aconselho vivamente pois, neste manual de cabeceira, procura-se evidenciar as diferenças e convergências observadas na elaboração dos dicionários de língua geral e nos dicionários, vocabulários e glossários de línguas de especialidade. A consulta ao dicionário tem sempre uma motivação, nunca é "inocente".
O leitor procura resolver um problema de significado, esclarecer aspectos da linguagem, aperfeiçoar a sua forma de comunicação linguística.
São esses os objectivos do dicionário: preencher lacunas de conhecimento, facilitar a comunicação linguística, aperfeiçoar os meios de expressão, descodificar correctamente as normas sociais e científicas e aumentar ou desenvolver o conhecimento sobre o parceiro.
Ora vejamos o que nos reserva o "O" (já dizia a Ana Malhoa: e tudo começou no Ó...ó, ó, ó!!!
Ode – composição poética lírica enaltecendo o potencial sexual de alguém, tipicamente escrita depois do acto (ver oder)
Oder – fazer odes eróticas, odendo a torto e a direito, a todas e a eito
Odisseia – ode e ceia (de preferência por esta ordem, para evitar congestões)
Odomizar – fazer odes a inserções traseiras
Olarila – forma de chamar um paneleiro
Olhão – olho de dimensões hiperbólicas, o mesmo que Boavista.
Onanimismo – onanismo unânime, prática generalizada de masturbação
Opiçodele – equivalente masculino da apitadela
Oralgésico – medicamento alternativo para quem não tolera analgésicos
Orgasmar – organizar uma orgia. Daí a palavra de ordem mais ouvida nesses ambientes: “orgasmisem-se”
Segundo as palavras do Sr Mário Crespo, o nosso PM é agora um político palhaço, incapaz de lidar com as realidades que criou e vai continuar a tentar manipulá-las com as suas “novilínguas” e esmagando todo o “duplipensar” tal como Orwell descreveu na sua obra mais real que ficcionada.
Ora, no dia da discussão do Orçamento, José Sócrates reuniu os seus amigalhaços da vida airada e, num almoço informal resolveu, alto e bom som, desancar no jornalista e fazer-lhe a folha, à semelhança do que aconteceu com Manuela Moura Guedes eJosé Eduardo Moniz.
Curiosamente, na mesma tasca, estava um amigo de Mário Crespo, que foi estonografando meticulosamente o teor da conversa e que daria origem a uma brilhante crónica de opinião e posteriormente ao despedimento do ilustre jornalista.
Acontece que o JN é um jornal privado e, como tal, reserva-se no direito de publicar o que muito bem entender assim como qualquer jornalista pode escrever o que lhe der na real gana... não pode, é exigir que um jornal divulgue os seus ódios de estimação, baseados em conversetas sem consistência.
Um facto é, por definição, verdadeiro.
O problema é que Crespo não trata de factos, quanto muito, de candidatos a factos, ao bom estilo de Agata Christie.
Falar de censura numa época de globalização da informação, é patético, assim como enfatizar um despedimento que mais não é, senão uma recusa de validar paleio de vão de escada ou intrigas de comadres.
A verdadeira razão deste thriller policial, é mais dor de corno que outra coisa. É que Crespo provavelmente nem se lembra das entrevistas que deu durante o ano passado:
Semanário Económico (15.01.09) – disse que nas próximas eleições "provavelmente" votará (ou votaria) Sócrates
Correio da Manhã (12.01.09), disse que "provavelmente" irá (ou iria) em breve para Washington por grandes temporadas
É chato contar com o ovo no cu da galinha … quem foi para Washington, como conselheiro de imprensa, não foi o Crespo, mas alguém muito próximo do PS.
E pronto, a partir daqui, as crónicas de opinião mudaram radicalmente até que foi despedido… chama-se a isto “Crónicas de uma morte anunciada”
Primeiro fingiu ser escritora, plagiando artigos científicos da revista New Yorker, depois fingiu ser sensual como apresentadora na RPT2, protagonizando “Morfina”.
Como se isto não bastasse, resolveu fingir ser bailarina de samba, numa espécie de reality show deprimente, em que parecia estar em recuperação pós operatória e finalmente finge que tem orgasmos e faz questão de os expor num espaço em Cascais que também finge ser “Centro Cultural”.
Sexpressions é provavelmente o maior “tira tesão” a que alguma vez se assistiu numa galeria e Pedro Palma, o aprendiz de fotógrafo, pode perceber muito de orgasmos, mas de arte fotográfica … zero! As fotos são um autêntico balde de merda e admira-me que esses dois, numa busca desesperada pela originalidade, percam a noção do ridículo, ao tentarem arranjar um patrocinador para avançar com a internacionalização da exposição.
Ser atrasada mental, ou adiantada mental, ou até atrapalhada emocional é comum a muita gente mas Clara P.C parece ser uma mulher inteligente, com um percurso profissional notável.
Ter 50 anos, ter o direito aos orgasmos que muito bem entender e ser sensual é muito mais do que expor uma dúzia de fotografias, de gosto duvidoso que nos provoca um enrolamento do estômago semelhante ao vómito e em que nitidamente, precisa de uma reabilitação oral urgente ao nível da região antero superior com prótese fixa.
Faz-me pena a banalização da intimidade e irrita-me que um imbecil como Zézé Camarinha, o expoente máximo do macho estúpido venha a público com comentários do tipo. “Parabéns! Quando quiseres ter orgasmos a cores em vez destes a preto e branco, telefona-me”
Pois é, passados 140 anos, a crise económica mantém-se e o défice de valores e cidadania também. Qualquer mísero cargo dá direito, na nossa provinciana sociedade, a um carro, a um motorista, a um telemóvel, a cartões e a uma secretária. Ninguém dá um passo sem andar de carro, mesmo que se alimente de sandes e cafés, viva numa barraca ou num condomínio de luxo. Para além de analfabetos e estúpidos, os portugueses são cagões. Preferem o perfume ao duche, o automóvel brilhante a uma casa decente, umas férias na República Dominicana a investir na educação dos filhos, montar falsas empresas a pagar impostos. Não conseguem entender que a fuga ao fisco não é uma vantagem competitiva, por isso, nunca iremos a lado nenhum, nem a pé, nem de autocarro.
E se é comum dizer-se que o exemplo vem de cima, nesta matéria, estamos conversados!
Portugal é paraíso dos humoristas e existem tantas graças sobre a classe política e empresarial que até se atropelam nas cabeças dos humoristas. Às tantas nem sabemos identificar se a Sit Down Comedy é brincadeira ou caso sério. Por isso é que, cada vez faz mais sentido o que Andy Warhol antecipou nos anos 70 "I don't know where the artificial stops and the real starts".
Mas a classe política continuará a sorrir... os conselheiros de imagem ajeitarão as gravatas dos ministros e o cabelo das ministras, os empresários continuarão com os dedos entalados nos cofres das offshores, a pseudo monarquia vai manter a mesmíssima decrepitude geral, herdada através de séculos de consanguinidade, a esquerda revolucionária continuará a sofrer de miopia, estrabismo e cegueira ideológica e o Zé povinho, apesar de sofrer de herpes cerebral, fica feliz e realizado, desde que o SLB seja campeão.
Depois de Henrique Granadeiro ter assumido a posição de "raínha de Inglaterra", Zeinal Bava, não pára de surpreender!
Estudou e viveu 20 anos em Inglaterra, vendeu biscoitos e roupa em Londres, fez carreira e ganhou prestígio internacional a trabalhar na banca de investimentos, sendo aos 24 anos director financeiro da Merrill Lynch. Actualmente, com 42 anos é o mais jovem CEO de sempre do grupo a que preside.
Cultiva o informalismo na empresa, tentando aproximar a administração tanto do trabalhador como do cliente, o que o leva a fazer vendas door to door e a disponibilizar-se para atendimento presencial de reclamações.
Define-se como competente, inteligente e implacável para aqueles que falham e pretende "contaminar" com estes ingredientes todos os membros da organização.
Paralelamente, tem um sentido de disciplina, responsabilidade e humildade contagiantes!
Para além disto tudo, dá um autêntico show a cantar ... Rui Reininho que se cuide e já agora o aviso vai também para Pedro Abrunhosa, Tim e Rui Pregal da Cunha! O "homem" arrasou e pôs as meninas da plateia à beira dum ataque de nervos!!!
A seguir, exortou o papel do lucro na produção da riqueza e os méritos do capitalismo globalizado. Depois, defendeu a necessidade de se criar uma espécie ecológica humana, em oposição aos comportamentos desviantes homossexuais. Não satisfeito com tanto disparate, vem alegar contra o uso do preservativo, que o vírus da SIDA é 450 vezes menor que um espermatozóide e pode facilmente fintar o profilático.
Por fim, enviou um telegrama de solidariedade ao chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi,agredido por um homem, também com problemas mentais.
(Este último episódio levanta uma questão pertinente. O que se passa em Itália? O que define exactamente, neste país, “pessoas com problemas mentais”?)
Historicamente, a Igreja Católica, tem um passado (e um presente também), do qual pouco se pode orgulhar. À semelhança de Jesus, o Papa deverá ser também sinónimo de Amor e Tolerância mas a posição fundamentalista do CEO do Vaticano vem desvirtuar e deturpar os ideais cristãos, por isso, não me admira nada que apareça uma “maluca” qualquer e lhe assente dois sopapos.