Three, four, better lock your door
Five, six, grab a crucifix
Seven, eight, gonna stay up too late
Nine, ten, you’ll never sleep again
Three, four, better lock your door
Five, six, grab a crucifix
Seven, eight, gonna stay up too late
Nine, ten, you’ll never sleep again





Mexem leve levemente
como quem se monta em mim
é o FMI certamente
mais nenhum me excita assim
será mesmo a ventania?
mas há pouco, há poucochinho,
o meu spread não bulia
na quieta melancolia
do meu Nib de cetim
tocas-me assim lentamente
com tão delicada leveza
mal se ouve mal se sente
lambes a minha pobreza
fui ver, a troika saía
do arroxeado prepúcio
há anos que a não via
e que saudades eu tinha!
olho-a na tua mão
pôs tudo da cor do linho
e a minha conta bancária
fica toda pegajosa
no ónus do teu cuzinho...
rijinhas, intumescidas,
as gémeas que te dão tudo
oscilam bem definidas
dizes tu: “sinto-as doridas,
está pra te vir o priudo”?
E uma infinita tristeza
daquela masturbação
entra em mim, fica em mim presa
da tortura sem tesão
Vivemos constantemente numa mentira, por indução. Ensinamos os nossos filhos que não se deve mentir, no entanto, assistimos todos os dias a relações sociais, afectivas, institucionais, políticas e empresariais, baseadas na mentira e na manipulação.
Diz-se o que é necessário e não o que é verdadeiro ... é que a verdade é um fardo muito pesado, por isso é que pouca gente o suporta! E mentir, exige um exercício de criatividade que só nos faz crescer.
Há dois tipos de mentira que parecem impossíveis de superar ... a do amor e da amizade.
Pois há quem tenha sobrevivido às duas, o que me leva a concluir que as (in)verdades podem ser um óptimo pretexto para a renovação. , retaliar parece-me uma péssima opção, até porque se traduz numa tarefa desgastante, exige uma enorme e cansativa capacidade ardilosa e o resultado será sempre uma decepção, principalmente para quem não aprecia desafios cujos resultados sejam apenas medíocres.
Se somos exigentes, seria de péssimo gosto, entrar em aventuras e malabarismos para os quais não temos o know how e a certificação suficientes para sair do caso com "distinção"
Por isso, o melhor mesmo é interiorizar que devemos criar o nosso bem estar e felicidade, através da realidade que nos é imposta pelos outros e então, chegamos facilmente à conclusão que não dependemos deles para sermos felizes.
A auto-estima permite-me concluir que a solidão auto-imposta tem duas vantagens inegáveis: primeiro, o direito de estar consigo mesmo; segundo, o direito de não estar com os outros, sendo que, esta última, até tem vantagens acrescidas, pelo perigo e promiscuidade que toda a convivência social traz consigo.
Realmente é verdade ... o amor é lindo, mas a caça ao homem, também. As mulheres balançam entre estes dois conceitos e é uma dúvida existencial tão antiga como a evolução do sexo, desde a Idade da Pedra.
Todos os homens querem desesperadamente fazer sexo com mulheres. Nasceram com uma deficiência congénita chamada “microchispe” que os obriga, desde célula embrionária, a terem erecções e irem para a cama com todas as mulheres que puderem.
Antigamente, os homem para terem sexo, ou casavam ou iam às putas porque sexo antes do casamento era uma miragem e eles, coitados, tinham de seduzir o sogro, a sogra, as tias e o gato antes de chegar ao cerne da questão. A vida seguia um trilho estreito e rectilíneo onde, eventualmente, poderiam surgir linhas convergentes mas também paralelas.
Chamemos-lhe então o padrão da sociedade primitiva.
Agora, o quadro é ligeiramente diferente, a evolução social foi-se alterando devagarinho até chegarmos ao padrão da sociedade permissiva o que significa que se pode ter cama sempre que se queira e isto aplica-se, tanto a homens como mulheres.
- Casamento?
- O que tu queres, sei eu
- União de fato?
- Nem pensar, os fatos custam os olhos da cara e eu prefiro gastar a 3ª via
- Então como é?
- Vamos simular o IRS e depois logo se vê
É óbvio que ainda se encontram homens com padrão primitivo mas esses, quem é que os quer? São feios, chatos, fazem férias no Allgarve, usam meias ridículas, cuecas de gola alta e passam o tempo todo a chamar-nos “mori”.
Todos os homens atraentes, disponíveis, inteligentes e ricos estão felizes que nem uns touros no meio de uma manada de vacas.
Eu cá sou muito exigente ... o que me motiva é caçar um gajo e mantê-lo em cativeiro até ele parar de rugir com saudades da selva, nem que tenha de o açaimar e dar-lhe umas valentes doses de sexo à bruta, para ele perder a mania.
A sociedade protectora dos animais fica fodida e lança-me um Habeas Corpus?
E eu ralada, dou o caso como devoluto e mando-os a todos pastar.
Gaja do sec XXI é assim, quando caça por alimento ou desporto e descobre que afinal, ele não corresponde aos requisitos, está sempre a tempo de o devolver à selva e recomeçar a caçada.
Mudasti? – perguntarão vocês
E eu, que adoro Ice Tea mas sou uma gaja com formação clássica, limito-me a dizer:
Mutatis mutandis e mainada!
Conheceram-se num desses chats da moda e resolveram marcar um interface num cybercenter, acabando, como é óbvio, conectados num trapézio sem rede.
Patati para ali, patuá para acolá e à distância de uns bytes, a miúda já fazia downloads utilizando o hardware do hotmale@fdp.come.
Antes da transferência de ficheiros, nem se lembrou se tinha firewall instalada ... upssss, tarde demais para fazer escape.
Mas o hotmale@fdp.come, tal como indica o nome, é um comilão insaciável e utilizava várias ISP’s simultaneamente ... banda larga fixa, banda larga móvel, dial up quando viajava para a parvalheira, cabo, satélite intercontinental e Emea fibra.
Mais tarde descobriu que, mesmo virtualmente, qualquer um pode transformar-se num reles Trojan Horse travestido de Sapo adsl. Acabaram-se os uploads, encaixotou-o mais as agregadoras de feeds RSS e mandou-o para o byte que o pariu, tratar o vírus no Bill Gaitas Microsoft Shit Center.
Hasta la Windows Vista, baby!!!
Provavelmente é uma prática menos comum do que falar ao telemóvel durante a condução mas, quem experimentou, reconhece que se trata de uma situação que envolve sérios riscos: desalinhamento crónico da direcção, traços contínuos desrespeitados, acelerações e travagens bruscas, bloqueio dos cintos de segurança e até risco do fecho central se encravar no bag do condutor
Está planeada, para breve, uma nova revisão do Código da Estrada, na qual o “bóbó viário” deverá ser penalizado com uma coima idêntica à que se pratica para condutores que utilizam o “télélé viário”.
A possibilidade de escapar à coima relativamente ao télélé, é francamente superior, uma vez que há a hipótese de se recorrer ao kit mãos livres. No que concerne à coima aplicada ao bóbó viário, as opiniões divergem uma vez que não há alternativas, sendo que o auricular só irá potenciar o nível de perigosidade.
Está agendada uma mega manifestação em Lisboa, junto à sede da DGV, exigindo a suspensão imediata desta medida, estando previstas todas as formas de luta, inclusivé, um minete de silêncio A fundamentação é subordinada ao slogan “Exigimos o bóbó viário sem multa ...ela é que quis, eu não tive culpa”.
Como todas as mães, a minha também me lia histórias de príncipes e princesas, quando o sono teimava em chegar. E finalmente, eu adormecia, embalada na sugestão que num futuro ainda longínquo, ele havia de aparecer, montado num cavalo branco ou conduzindo um Porshe Carrera Cabriolet. Todas as mães são dóceis e queridas e fazem-no com as melhores das intenções mas, passadas décadas, preferia que ela tivesse lido “Le deuxième sexe” de Simone de Beauvoir, mesmo que fosse uma tradução foleira, pois o francês que a minha mãe dominava na época, eram palavras simples, próprias das donas de casa exemplares (abat-jour, bouquet, camembert ou soutien-gorge). As mães de antigamente provavelmente não chegaram a perceber que as histórias de vida teimam em fugir ao enredo da simplificada fórmula literária “e viveram felizes para sempre”
Em Portugal, não há política cultural ou é practicamente inexistente se exceptuarmos a Gulbenkian e Serralves. E nos próximos tempos será pior pois o objectivo do governo é alimentar a gula especulativa dos mercados e induzir cuidados paliativos em bancos com morte cerebral devidamente certificada.
Provavelmente passou despercebida a exposição A magia de M.C.Escher patente em Évora, até 23 de Janeiro, o que prova que, além de Lisboa e Porto, o resto é paisagem.
A obra de Escher é uma viagem fascinante ao mundo do paradoxo e do impossível e acenta essencialmente no purismo das formas geométricas.
O artista português Nadir Afonso tem exactamente a mesma cultura conceptual em termos artísticos, tendo afirmado ao saudoso Carlos Pinto Coelho, num programa que passou recentemente na RTP2 o seguinte “ Quando se refere que a perfeição em matéria de arte, foi pintada com a alma, não é verdade. Só atinge a perfeição, aquele que tem capacidade de descobrir, na natureza, essa lei matemática”.
O Vaticano vai criar uma autoridade de supervisão financeira de combate à lavagem de dinheiro o que significa que a maior offshore à escala global vai abrir falência.
Os sinais já são visíveis com o pedido de ajuda de esmola suplementar aos pobres fiéis.
Que chatice ... o Papa passa a usar sapatos Prada de contrafacção e provavelmente vai ter de hipotecar aos chineses os frescos da Capela Sistina.
Os comerciantes do Santuário de Fátima estão apreensivos e com razão ... o encerramento da “Lavandaria Cova da Iria”, vai implicar um agravamento na taxa de desemprego, numa região sem outras alternativas profissionais
Hoje comemora-se no Brasil, o dia da Restauração da Esperança
e o grande responsável por esta data histórica tem nome de molusco e apelido banal de Silva mas, em matéria de genealogia, está a milhas de distância do nosso Aníbal. Como herança deixa um país rejuvenescido e com fé
75 milhões de brasileiros foram incluídos na classe C
Foram criados 961 mil postos de trabalho
A taxa de desemprego, atingiu 5,7%, o menor nível da história.
A inflação caiu de 12,5% para 5,85%
O crescimento económico foi 7,5%
A pobreza caiu de 35% para 22%
A única chatice é que estamos a assistir a um êxodo de brasileiros que regressam ao seu país ... que maçada, agora que eu ia aprender a dançar o samba (lol)
Na última reunião do G20, os países ditos desenvolvidos, deviam tirar ilacções das suas palavras:
“Como os países ricos costumavam dar lições ao Brasil de como a gente deveria fazer, seria importante que, humildemente agora, eles fossem aprender o que nós fazemos para que eles possam adoptar políticas iguais”
É notável o que ele fez num cenário de crise global. O povo brasileiro deve estar-lhe grato essencialmente por duas razões: pelo sucesso de uma economia emergente e também pelo avanço considerável de uma maior justiça social “emergente”.
Aqui, na Tugolândia, a equipa dos Metralhas também apresentou serviço ... é responsável pelos "novos pobres", por um sem número de oportunistas, por uma corja de mamões e chupistas, pela geração fónix e pelo descrédito total na classe política.
Só me apetece imigrar, não sei se opte por Angola ou Brasil ...
Angola é capaz de ser interessante ... mas já aprendi tantos passos de samba que acho muito complicado acertar com os pés no kizomba e na tarrachinha!
Se recuarmos à nossa adolescência, recordamos emoções únicas que nos arrepiam a pele, embrulham-nos o estômago em papel vertebral, provocam-nos insónias e alteram-nos o humor.
Quando chegamos ao “turning point” da nossa vida, por muito que mantenhamos rejuvenescido o espírito, a verdade é que uma grande parte dessas emoções desaparecem, embora a persistência do nosso subconsciente teime em mantê-las no limbo do nosso quotidiano.
A vida obriga-nos a uma rotina, onde muitos detalhes acabam por ser mecanizados. Um beijo lânguido e profundo que, na adolescência era capaz de nos transportar para uma dimensão paralela, espelha no seio de uma relação a dois, uma serenidade que, muitas vezes, acabamos por confundir com marasmo, rotina ou falta de paixão.
O grande problema é que, à medida que envelhecemos, temos uma necessidade compulsiva de nos sentirmos vivos, pois o nosso ego torna-se ávido, precisando de ser saciado amiúde.
Paradoxalmente, é bom e mau, faz-nos felizes mas vazios, mantem-nos vivos e morremos aos poucos porque perdemos a capacidade de gerir emocionalmente a situação.
Na gestão de sentimentos somos péssimos profissionais e frequentemente, o balancete do deve/haver toma proporções de autêntica bancarrota.
"Caged birds accept each other, but flight is what they long for" Tennessee Williams