Lindley Cintra, in Prefácio de "Serra-Mãe", de Sebastião da Gama
Lindley Cintra, in Prefácio de "Serra-Mãe", de Sebastião da Gama
Se vida é um jogo, uma batalha, uma estratégia, uma competição constante que nos lança desafios onde se revela a nossa capacidade de perder ou ganhar, então o xadrez é uma metáfora para os vários intervenientes desta batalha, os seus métodos de combate e objectivos
Entre o Rei e a Rainha há três níveis de flanqueadores, o Bispo, o Cavalo e a Torre, cada qual com seu próprio estilo de movimento e conquista
O peão suporta o impacto da batalha e luta com recursos precários ... sem estratégia e com um avanço lento, próprio de quem tem horizontes limitados, é facilmente derrubado. Porém quando a firme determinação o faz avançar até ao seu objectivo, ele revela a Rainha que há em si e pode ser decisivo na conquista da vitória.
A rainha como peça fundamental, move-se astuciosamente com movimentos lânguidos, ora para a frente, ora para trás, até em situações oblíquas, o movimento é seguro e calculista.
O peão, por sua vez, conforma-se com os movimentos das outras peças, aceita ser pisado pelos cavalos, comido pela torres, sodomizado pelos bispos e até mesmo deixar-se morrer para salvar a rainha.
No entanto, esta figura, aparentemente insignificante, tem um papel fundamental no desenrolar de todo o jogo,.pois é a única peça que, caso consiga chegar ao “outro lado”, tem o poder de recuperar tudo o que foi perdido.
Assim, e perante a figura alegórica e patética do rei, o duelo entre as duas rainhas é, sem dúvida, o momento afrodisíaco do jogo
José Sócrates não gosta que lhe torçam o braço e pelos vistos não é o único
Dominique Villepin também não gostou quando a italiana Enel lançou uma Opa sobre a francesa Suez. Luís Zapatero até teve de fazer fisioterapia quando a alemã E-On tentou lançar as garras à Endesa e até o inventor da terceira via (via verde para a libertinagem liberal) ficou cheio de nódoas negras quando a russa Gazprom assediou a Centrica.
Estes senhores, provenientes de áreas políticas tão diversificadas de direita, socialista ou liberal não hesitaram em arruinar o negócio dos seus parceiros europeus.
E o que fez a União Europeia? NADA.
Aqui, o 1º Ministro defende a empresa portuguesa com maior penetração internacional e então, já está a interferir no mercado livre de capitais que alimenta a gula especulativa.
Realmente somos um país muito pequenino e sem qualquer relevância no galinheiro europeu.
E o Coelho Sapiens aplaude com esta tirada de mestre “vamos acabar com o Estado Providência”, ou seja deixemos a regulação para os mercados e viva a anarquia.
O interesse nacional na utilização da golden share é semelhante ao interesse nacional quando Manuela Ferreira Leite obrigou a PT a comprar a rede fixa (que era do Estado) e assim realizar uma operação cosmética por forma a antecipar receitas extraordinárias que pudessem equilibrar o orçamento. Claro, no governo PSD, mesmo sem crise financeira internacional, as contas públicas também sofriam de síndrome vertiginoso.
E a visita de Aznar a Portugal dias antes da Telefónica aumentar o valor da oferta pela Vivo, não foi uma visita turística. É que Aznar, enquanto 1º ministro, nomeou Cesar Alierta em 2006 como presidente da Telefónica e, esta visita relâmpago para conversar com Cavaco Silva tem contornos tão evidentes como promíscuos. Aliás, política, jobs e promiscuidade andam sempre de braço dado. Por isso, o Coelho Sapiens anda tão excitado com esta marmelada toda, é que a alternância do poder já tarda … o PSD anda farto de manual jobs, quer um blow job à maneira.
Há dois séculos atrás, um escravo custava nos Estados Unidos, cerca de 30 000 euros.
Actualmente, um trabalhador sem documentação nem personalidade jurídica, custa 100 euros no mercado internacional.
Em Portugal, um trabalhador-escravo, custa 500 euros por mês e, mesmo assim, vivemos num défice de competitividade que impede a tão desejada dinamização económica.
Na China, expoente máximo da economia global, um escravo custa pouco mais de uma tijela de arroz, com a agravante de poder levar os filhos para o emprego.
Paralelamente às economias emergentes, emerge também uma nova Idade Média, uma era de desigualdades, uma sociedade sem dignidade e sem esperança … um mundo en que as pessoas parecem mais apavoradas com a sobrevivência do que com a morte.

A ecologia é uma marca que vende e as multinacionais não brincam em serviço.
A Axe lançou uma campanha publicitária mesmo a tempo da comemoração do 40º aniversário do dia da Terra, mas a mensagem subliminar não é a preservação da água, é sim, vender mais uma vez, a fantasia masculina mais trauliteira que existe.
É um Bugs Bunny muito fofo, porte majestoso, olhar sedutor, imagem cuidada, colocou o anão da ninhada fora de cena e, para ser perfeito só lhe falta ser primeiro ministro! Umas compras no Rodeo Drive e umas sessões de fotodepilação, vão transformá-lo no próximo “S. Bento Metrossexual Rabbit “.
Na vida de Luís Figo há uma relação muito intensa entre o orgasmo, os negócios, o futebol, e as causas sociais e esta quadrifonia proporciona-lhe vários tipo de orgasmo em alternativa ao fastidioso orgasmo straight.

“Eu fiquei surpreendido pela positiva, na medida em que isto demonstra que o problema não era entre o Ministro José Sócrates e a Região Autónoma da Madeira. O problema era de quem envenenou o 1º Ministro para tomar determinadas atitudes que hoje se vê que não estavam certas. Portanto, há um novo clima! Eu costumo dizer, a minha prioridade é a Madeira, não quero guerras com o Governo da República e muito menos as vou fazer por causa deste PSD.
Daquilo que eu vir que é justo, serei aliado do Engº Sócrates, nem que seja contra o PSD”
Entrevista de Alberto João Jardim à RR
É interessante analisar as próprias declarações de Alberto João Jardim, aquando do incidente relacionado com a “censura” do artigo de opinião de Mário Crespo em que este apelida o 1º Ministro de Mugabe da Europa, acusando-o de uma obsessão doentia contra a insularidade e contra a imprensa que se torna adversa e incómoda aos seus propósitos de ditador. Para este artista de circo, palhaço do Conselho de Estado que debita impropérios em todas as direcções, para quem o Presidente da República é o Sr Silva e o 1º Ministro é o Sr José, o “Marketing Mix” é o terreno de eleição para os seus malabarismos dialécticos, onde as variáveis Preço/Custo/Conveniência podem ser manobradas conforme lhe dá mais jeito.

O Amor resolve-se por uma equação diferencial
Entre as incógnitas que o integram…
Conhecer os valores desconhecidos é, afinal.
A extrema ambição de que sou feita…
E neste espaço largo e tão estreito,
Que cabe apenas no meu peito,
O amor desenvolve-se em raízes quadradas,
Cúbicas e múltiplas,
E o resultado é sempre uma razão desconhecida…
Este, é o valor real da vida
Que nos dá o Amor,
Na transcendência dos valores afectivos…
Perante o dogma e o teorema,
O Amor define-se
Como uma razão de ser de valores extraordinários…
Pitágórico, o Amor
Aceita, para qualquer incógnita,
Valores diversos e diferenciados
Que lhes emprestam os diferentes resultados…

Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem Direitoe se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem os Lesiades's, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o garra de lin-chao é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?
A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara
Parece que há uma grande incompetência generalizada em transmitir aos filhos, a importância da escola e a importância que é receber uma educação, uma oportunidade e um privilégio.
As crianças de hoje não são mais estúpidas ou mais indisciplinadas do que antes,o problema é a falta de respeito pela autoridade dos mais velhos. Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Estes, por sua vez, preferem demitir-se da sua função de pais, evitando assumir qualquer autoridade, preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos, seja alegre e sem conflitos, empurrando o papel de disciplinador, quase exclusivamente, para os professores.
Os progenitores não são amigalhaços de borgas, são educadores e, enquanto não optarem pela supressão de privilégios e pelo alargamento dos deveres, vamos continuar a assistir a estas “pérolas” de inspiração.
Sinopse
DiciOrdinário - dicionário ordinário. Qualquer semelhança com outros dicionários é pura conincidência.
O Diciordinário é uma homenagem ao linguado português. Trata-se de um verdadeiro serviço público pois, já desde o tempo em que se phodia, muito tem sido escrito sobre o sexo oral mas pouco é dito sobre o sexo escrito. Eça é que é Eça. E não estamos aqui para engatar ninguém.
Aconselho vivamente pois, neste manual de cabeceira, procura-se evidenciar as diferenças e convergências observadas na elaboração dos dicionários de língua geral e nos dicionários, vocabulários e glossários de línguas de especialidade. A consulta ao dicionário tem sempre uma motivação, nunca é "inocente".
O leitor procura resolver um problema de significado, esclarecer aspectos da linguagem, aperfeiçoar a sua forma de comunicação linguística.
São esses os objectivos do dicionário: preencher lacunas de conhecimento, facilitar a comunicação linguística, aperfeiçoar os meios de expressão, descodificar correctamente as normas sociais e científicas e aumentar ou desenvolver o conhecimento sobre o parceiro.
Ora vejamos o que nos reserva o "O" (já dizia a Ana Malhoa: e tudo começou no Ó...ó, ó, ó!!!
Ode – composição poética lírica enaltecendo o potencial sexual de alguém, tipicamente escrita depois do acto (ver oder)
Oder – fazer odes eróticas, odendo a torto e a direito, a todas e a eito
Odisseia – ode e ceia (de preferência por esta ordem, para evitar congestões)
Odomizar – fazer odes a inserções traseiras
Olarila – forma de chamar um paneleiro
Olhão – olho de dimensões hiperbólicas, o mesmo que Boavista.
Onanimismo – onanismo unânime, prática generalizada de masturbação
Opiçodele – equivalente masculino da apitadela
Oralgésico – medicamento alternativo para quem não tolera analgésicos
Orgasmar – organizar uma orgia. Daí a palavra de ordem mais ouvida nesses ambientes: “orgasmisem-se”
Segundo as palavras do Sr Mário Crespo, o nosso PM é agora um político palhaço, incapaz de lidar com as realidades que criou e vai continuar a tentar manipulá-las com as suas “novilínguas” e esmagando todo o “duplipensar” tal como Orwell descreveu na sua obra mais real que ficcionada.
Ora, no dia da discussão do Orçamento, José Sócrates reuniu os seus amigalhaços da vida airada e, num almoço informal resolveu, alto e bom som, desancar no jornalista e fazer-lhe a folha, à semelhança do que aconteceu com Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz.
Curiosamente, na mesma tasca, estava um amigo de Mário Crespo, que foi estonografando meticulosamente o teor da conversa e que daria origem a uma brilhante crónica de opinião e posteriormente ao despedimento do ilustre jornalista.
Acontece que o JN é um jornal privado e, como tal, reserva-se no direito de publicar o que muito bem entender assim como qualquer jornalista pode escrever o que lhe der na real gana... não pode, é exigir que um jornal divulgue os seus ódios de estimação, baseados em conversetas sem consistência.
Um facto é, por definição, verdadeiro.
O problema é que Crespo não trata de factos, quanto muito, de candidatos a factos, ao bom estilo de Agata Christie.
Falar de censura numa época de globalização da informação, é patético, assim como enfatizar um despedimento que mais não é, senão uma recusa de validar paleio de vão de escada ou intrigas de comadres.
Semanário Económico (15.01.09) – disse que nas próximas eleições "provavelmente" votará (ou votaria) Sócrates
Correio da Manhã (12.01.09), disse que "provavelmente" irá (ou iria) em breve para Washington por grandes temporadas
É chato contar com o ovo no cu da galinha … quem foi para Washington, como conselheiro de imprensa, não foi o Crespo, mas alguém muito próximo do PS.
E pronto, a partir daqui, as crónicas de opinião mudaram radicalmente até que foi despedido… chama-se a isto “Crónicas de uma morte anunciada”
Primeiro fingiu ser escritora, plagiando artigos científicos da revista New Yorker, depois fingiu ser sensual como apresentadora na RPT2, protagonizando “Morfina”.
Como se isto não bastasse, resolveu fingir ser bailarina de samba, numa espécie de reality show deprimente, em que parecia estar em recuperação pós operatória e finalmente finge que tem orgasmos e faz questão de os expor num espaço em Cascais que também finge ser “Centro Cultural”.
Ter 50 anos, ter o direito aos orgasmos que muito bem entender e ser sensual é muito mais do que expor uma dúzia de fotografias, de gosto duvidoso que nos provoca um enrolamento do estômago semelhante ao vómito e em que nitidamente, precisa de uma reabilitação oral urgente ao nível da região antero superior com prótese fixa.
Pois é, passados 140 anos, a crise económica mantém-se e o défice de valores e cidadania também. Qualquer mísero cargo dá direito, na nossa provinciana sociedade, a um carro, a um motorista, a um telemóvel, a cartões e a uma secretária. Ninguém dá um passo sem andar de carro, mesmo que se alimente de sandes e cafés, viva numa barraca ou num condomínio de luxo. Para além de analfabetos e estúpidos, os portugueses são cagões. Preferem o perfume ao duche, o automóvel brilhante a uma casa decente, umas férias na República Dominicana a investir na educação dos filhos, montar falsas empresas a pagar impostos. Não conseguem entender que a fuga ao fisco não é uma vantagem competitiva, por isso, nunca iremos a lado nenhum, nem a pé, nem de autocarro.
E se é comum dizer-se que o exemplo vem de cima, nesta matéria, estamos conversados!
Portugal é paraíso dos humoristas e existem tantas graças sobre a classe política e empresarial que até se atropelam nas cabeças dos humoristas. Às tantas nem sabemos identificar se a Sit Down Comedy é brincadeira ou caso sério. Por isso é que, cada vez faz mais sentido o que Andy Warhol antecipou nos anos 70 "I don't know where the artificial stops and the real starts".
Mas a classe política continuará a sorrir... os conselheiros de imagem ajeitarão as gravatas dos ministros e o cabelo das ministras, os empresários continuarão com os dedos entalados nos cofres das offshores, a pseudo monarquia vai manter a mesmíssima decrepitude geral, herdada através de séculos de consanguinidade, a esquerda revolucionária continuará a sofrer de miopia, estrabismo e cegueira ideológica e o Zé povinho, apesar de sofrer de herpes cerebral, fica feliz e realizado, desde que o SLB seja campeão.
"Caged birds accept each other, but flight is what they long for" Tennessee Williams