sábado, 3 de outubro de 2009

O Admirável Mundo Novo


Na minha adolescência, quando li Huxley, Orwell e até Burgess nunca pensei que, trinta e tal anos depois, a ficção seria ultrapassada pela realidade. Um mundo em que tudo era planeado e não havia enamoramento, em que as necessidades inconscientes mas subjacentes ao ser humano eram satisfeitas com uma injecção de paixão violenta.

Mal comparado, hoje é mais ou menos assim …a procura da excitação descartável da discoteca, a falta de regras das raves, a anulação do próprio indivíduo nas festas e orgias, o estado induzido pelas drogas e de uma forma geral, o conceito de “fast food” ou “fast phode”, associado às relações vazias de conteúdo e de afecto.

É como se houvesse uma inversão do binómio sexualidade-amor.

Existe um perigo subjacente às relações que é abandonarmo-nos ao amor, pelo sofrimento que ele pode causar, sobretudo quando a sexualidade é livre e a fidelidade deixou de ser considerada uma virtude e um dever essencial.

A linha ténue que separava ficção e realidade foi completamente derrubada … está prestes a ser testado um fármaco que permita “acender” e “apagar” o amor.

Enfim, o recurso a meios tecnológicos e químicos que possibilitem interferir naquilo que distingue o homem dos animais, só empobrece a humanidade.

O amor é um risco mas quem não o corre, vegeta!



1 comentário:

O Raio disse...

O Mundo actual caminha para uma sintese entre o Brave New World de huxley e o 1984 de Orwell. Com alguns componentes que nenhum previu, como, por exemplo a componente religiosa (muito mais do que o Our Ford de Huxley).
a componente religiosa é importante no plano geral de controlo da humanidade, plano esse a cuja implementação estamos a assistir.
É que não pode haver um plano único para controle de todos, nós somos demasiado diversificados. E é aqui que a religião entra, no controle de algumas franjas que se poderiam tornar incontroláveis.

Olhando para os últimos 50 anos torna-se evidente que somos cobaias de um imenso plano de engenharia social conduzido por algum governo mundial clandestino, governo esse a que, por enquanto, escapam alguns países, China, Irão, Coreia do Norte e pouco mais.

Claro que isto não vai durar eternamente e acabará, como sempre acabou num imenso banho de sangue.

Quanto a mim só posso dizer:

Não acredito em conspirações, mas que as há, há.