Prolonga o nosso afecto
com os nomes breves que se dão
às estrelas e às pedras raras,
e vem ronronar sobre o nosso peito
as suas queixas e os seus medos,
um novelo latejante de ternura
colada à pele dos nossos dias.
É um oásis e foi uma oportunidade de excelência para muitos profissionais do mundo inteiro.
Mas os expatriados, geralmente ofuscados pelo glamour e por outras coisas também, não conheciam o lado obscuro dos emiratos. Conforme noticiou um jornalista francês do “L’Humanité” o bairro Sonapur, onde viviam milhares de operários da construção civil, foi um cenário muito semelhante a uma favela brasileira, cheiro a dejectos, água estagnada e lixo amontoado. Com um ordenado médio de Eur 100,0, tiveram de recorrer à greve, como medida extrema contra a exploração a que eram sujeitos.
A pobreza, a viver lado a lado com a opulência dos shoppings, do barroco levado ao extremo do Burj-al-Arab ou do piroso Burj Dubai, onde um universo de operários escravizados, contribuiu para a construção de projectos tão megalómanos quanto a riqueza dos emires. E se tivermos em linha de conta que estes emigrantes eram obrigados a entregar o passaporte à chegada, temos o cenário propício para a escravidão do século XXI, apoiada na realidade do “D. Corleone”, praticado em todos os emiratos árabes.
Dubaibilónia, uma amálgama de contrastes onde a greve era a única actividade exótica da qual não se podia falar.
Mas o petróleo tem os dias contados, é o fim do El Dorado e, embora o Dubai tenha como actividades principais o sector turístico e financeiro, o facto é que a propriedade desvalorizou 50% e os empréstimos contraídos para a construção criaram um beco sem saída … será que estamos perante um caso de falência?
Os milhares de unidades hoteleiras terão de ser economicamente viáveis, o que parece uma miragem, após a assinatura do programa “nuclear” feito exclusivamente para uso “doméstico” ainda durante a administração Bush. Não deve ser nada atraente estar na praia com a DubaiChernobyl, ao virar da esquina.
De qualquer forma, a crise financeira que se instalou a nível global, iria ter (como já se vê) resultados imprevisíveis. Muitos investimentos, por falta de crédito, foram cancelados.
Tal como as pirâmides de Gizé, as MegaTowers permanecerão para a posteridade como empreendimentos faraónicos resultantes da estupidez humana. Isto, se os extremistas islâmicos não embirrarem com este tipo de projecto, que em nada se assemelha ao seu culto por tudo o que é medieval.

Depois da invenção do Photoshop, até um aborto da natureza pode tornar-se num protótipo de sensualidade. A fila de candidatas é enorme e, a troco de uns milhares de euros, procuram a oportunidade para se despir e mostrar ao mundo que a flacidez adquirida pelo tempo impiedoso, afinal não passa dum mito a desmistificar.
Duvido que esta multiplicação de rabos e mamas traga algum valor acrescentado, quanto mais não seja … engrossa a conta bancária, os progenitores ficam orgulhosos, os namorados acabados de sair da pré primária apoiam e as amiguinhas da treta roem-se de inveja.
E tudo em prol da auto-estima!!!
Mas a verdadeira excitação da nudez tem, com certeza, um significado muito mais intenso, quando a mulher desabotoa o que lhe vai na alma…
Tirar a roupa e ficar exposta nos escaparates, é fácil!
O mais difícil é expor os nossos segredos, fantasias e insanidades saudavelmente loucas, abrir mão de pudores verbais, revelar o nosso íntimo mais profundo, isto sim …é o strip mais sedutor que existe e não há Photosoul capaz de o mascarar!
Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo, fez recentemente uma doação de 31 biliões de dólares para fins humanitários.
Foi dos primeiros a apostar que a bolsa iria recuperar depois das quedas acentuadas sofridas na sequência da crise financeira e agora está a retirar o proveito da iniciativa, com os lucros da sua “holding” a triplicarem no terceiro trimestre
Comprou a primeira acção na bolsa quando tinha apenas 11 anos e ainda hoje lamenta tê-lo feito tardiamente. Comprou a primeira fazenda aos 14 anos, com as economias provenientes da entrega de jornais. Ainda vive numa casa modesta de 3 assoalhadas, adquirida há 50 anos, quando casou e afirma que, naquela casa tem tudo o que precisa.
Conduz o seu próprio carro, não tem motorista nem seguranças e nunca viaja de jacto privado, embora seja proprietário da maior companhia privada de aviação do mundo.
O grupo a que preside “Berkshire Hathaway” tem 63 empresas e Buffet escreve uma única carta anualmente aos seus inúmeros executivos, com os objectivos para o ano seguinte com apenas dois pontos:
-» Regra 1. não perca nem um cêntimo do dinheiro dos nossos accionistas
-» Regra 2. não se esqueça da regra 1
Não frequenta a alta sociedade, não usa telemóvel nem computador e afirma que o seu passatempo favorito quando chega a casa é fazer pipocas e ver televisão.
Há uns anos, Bill Gates encontrou-se com Warren, embora achasse que o único elo de ligação entre ambos, era serem podres de ricos! Programou um encontro de apenas alguns minutos mas a conversa prolongou-se por dez horas e, ainda hoje, Gates considera-o o seu guru.
Provavelmente BG não
“Um homem inglês adepto das novas tecnologias, em especial das redes sociais, Dominic Baronet, de 26 anos, já engravidou 12 mulheres que conheceu através do Facebook, noticia o News of the World sendo que, duas delas engravidaram justamente no mesmo dia”.
Pois é, se o sexo virtual engravidasse, estava resolvido o decréscimo de natalidade!
Com os relacionamentos virtuais, acontece uma coisa muito interessante e, por vezes, bizarra e perigosa! O interlocutor pode assumir uma personagem e vivê-la da forma que entender, sem pudor, remorsos, vergonha ou timidez. Pode ser inteligente ou idiota mas, através de um discurso elaborado e rendilhado, passa a mensagem que qualquer mulher anseia ouvir. “fazê-la sentir-se única e especial, amada e desejada”. E não são unicamente as tontinhas, analfabetas ou ingénuas que caem na armadilha.
No campo virtual, qualquer mulher pode escorregar, até as mais inteligentes.
E isto acontece, de uma maneira geral, porque a mulher é seduzida, não pelo que ouve mas sim, pelo que deseja ouvir! E há homens absolutamente peritos nesta matéria..
É interessante analisar onde acaba a realidade e começa a virtualidade, ou vice versa ou até quando se entrelaçam e confundem.
Todos temos desejos e ilusões. Muitos desses desejos serão provavelmente inatingíveis, outros podemos alcançá-los no mundo real, por outro lado, há muitos também só realizáveis no mundo virtual.
O maior perigo acontece quando se misturam os dois mundos e se perde a noção da linha divisória. Esta miopia cibernética em que se funde o quotidiano e os sonhos, abala e é perfeitamente notório naqueles que vivem num mundo ilusório, choram e sofrem, procuram sexo, atenção ou consolo para os problemas e fatalmente procuram no virtual o reconhecimento colectivo duma inteligência artificial que não encontra consenso no real.
Ao criar-se vínculos emotivos com desconhecidos, limitamo-nos a fazer um simples exercício de retórica, pois, na verdade, não fazemos mais do que um preâmbulo da nossa realidade.
Usamos o teclado como agulha e as palavras como linha e passamos horas a bordar um caminho virtual, qual renda de bilros, onde os pontos vazios importam mais do que os seus limites.
Os papéis que desempenhamos são vários: fotógrafos de ilusões descartáveis, fabricantes de esperanças infundadas, mágicos de emoções pré-fabricadas, ventríloquos de frases feitas, vendedores de sonhos, mercadores de falsas realidades ...
Nada mais devemos esperar, nem propor neste mundo do “talvez” ou universo do “mais ou menos”.
Na minha adolescência, quando li Huxley, Orwell e até Burgess nunca pensei que, trinta e tal anos depois, a ficção seria ultrapassada pela realidade. Um mundo em que tudo era planeado e não havia enamoramento, em que as necessidades inconscientes mas subjacentes ao ser humano eram satisfeitas com uma injecção de paixão violenta.
Mal comparado, hoje é mais ou menos assim …a procura da excitação descartável da discoteca, a falta de regras das raves, a anulação do próprio indivíduo nas festas e orgias, o estado induzido pelas drogas e de uma forma geral, o conceito de “fast food” ou “fast phode”, associado às relações vazias de conteúdo e de afecto.
É como se houvesse uma inversão do binómio sexualidade-amor.
Existe um perigo subjacente às relações que é abandonarmo-nos ao amor, pelo sofrimento que ele pode causar, sobretudo quando a sexualidade é livre e a fidelidade deixou de ser considerada uma virtude e um dever essencial.
A linha ténue que separava ficção e realidade foi completamente derrubada … está prestes a ser testado um fármaco que permita “acender” e “apagar” o amor.
Enfim, o recurso a meios tecnológicos e químicos que possibilitem interferir naquilo que distingue o homem dos animais, só empobrece a humanidade.
O amor é um risco mas quem não o corre, vegeta!
O grupo alemão Rammstein acaba de provocar nova controvérsia. O videoclip do tema ‘Pussy’,a lançar em Outubro, contém cenas de sexo explícito, corpos nus, bondage e sadomasoquismo e está inclusivé disponível em sites de internet especializados em pornografia.
O realizador da "pornochanchada" (não foi Sá Leão, não senhor) notabilizou-se ao serviço dos U2, Metallica e Madonna, e esta "sublime" inspiração de falta de originalidade, ameaça tornar-se o vídeo mais ousado da história da música pop. Com cerca de quatro minutos, começa por mostrar os músicos em vários papéis (playboy, partyboy, executivo... ou seja, tudo bons rapazes!!!) em imagens intercaladas com a banda ao vivo. As cenas hardcore surgem concentradas na última parte. Musicalmente... aquilo é intragável, visualmente... não tem ponta por onde se pegue.
Esta não é a primeira vez que os Rammstein ‘chocam’ com os seus vídeos. Em 2006, o clip ‘Mann Gegen Mann’, rodado também por Akerlund, causou polémica por mostrar corpos nus e foi proibido pela MTV Europe. Em 2004, ‘Mein Teil’, provocou semelhante alarido devido a cenas ousadas (sexo, luta na lama, masoquismo) e, em 1998, choveram acusações de nazismo devido à utilização de imagens da realizadora favorita de Hitler, Leni Riefenstahl.
Pornografia e droga, continuam a ser um mercado em expansão e resistem estoicamente à crise.

É óbvio que faz todo o sentido escrever sobre este objecto de culto … para nós mulheres, trata-se de um acessório tão íntimo que é provavelmente o primeiro gesto "adulto" que fazemos enquanto crianças. Aquele sapato faz-nos crescer, por instantes, e sonhar com o dia, ainda longínquo, da nossa feminilidade.
Eu já tinha um fétisch por sapatos mas confesso que a série Sex and the City é a principal responsável pela minha obsessão por este acessório e principalmente por Manolo Blahnik, um autêntico guru na matéria.
Metaforicamente, a obsessão por sapatos tem uma grande conotação sexual … o encaixe do pé é altamente revelador!
E, pasme-se… até os sindicatos ingleses estão de acordo!!! Recentemente declararam guerra aberta ao sapato de salto alto, votando contra o uso deste acessório no local de trabalho, alegando que é um tipo de calçado “sexista” e favorece uma imagem estereotipada da mulher como objecto sexual.
Cá para mim, estes sindicalistas são uns “frustrados” e encaram este problema como concorrência desleal.
É por estas e por outras que eu não sou sindicalizada!

What if you could have any guy you wanted!!!
Pois é, pensei que bastava ir armada e levar um cão ... just in case!
Afinal há várias técnicas ...
Bom ... antes de mais, deve identificar-se correctamente o "objecto" de caça, ser auto confiante, paciente e aguardar pelos resultados com frieza suficiente para não vacilar a meio do jogo.
Cada homem é um caso e as técnicas a adoptar são diferentes consoante o espécime.
A mulher tipo "inocente" está fora de moda, por isso, este caminho é uma péssima opção.
A "falsa inocente", também não convém muito, eles ficam baralhados e um homem assim é uma maçada, não há desbaralhador que consiga trazê-lo à realidade.
A "caçadora" requer uma enorme segurança e domínio absoluto das técnicas , pois, corre-se o risco de, mais tarde ou mais cedo, ele questionar se o fizemos com ele, provavelmente já o fizemos com outros.
A "falsa caçadora" é o mais indicado e raramente falha. É uma técnica estratégica de avanços e recuos. Umas vezes dá-se a entender que se está muito interessada e outras, demonstra-se claramente que nos estamos a lixar para o gajo.
Muito importante é não andar "em cima" dele ... não há homem nenhum que goste da mulher colada às canelas 24 horas pordia. Até convém desaparecer durante uns tempos, desculpando-se com assuntos profissionais (uma mulher empreendedora e profissionalmente activa é bingo certo, porque os homens actuais gostam muito de se encostar à sombra da bananeira)
Qualquer homem gosta muito de jogos de sedução e uma certa auréola misteriosa, subjacente a um envolvimento afectivo. O problema do sucesso e duração de uma relação, está em saber manter este jogo sedutor "ad eternum", o que não é nada fácil., só mesmo para caçadoras credenciadas que é um tipo raríssimo de mulher.

O orgasmo está para o praticante de um acto sexual (não individual) como o reembolso do IRS está para o contribuinte que cumpre os seus deveres enquanto tal.
Fase Preliminar - Primeiro, procuras o formulário com o anexo indicado para a tua situação fiscal e vais para casa preenchê-los demoradamente. Isto é, tens companhia, vão para a cama e trocam carícias, salivas, perfumes, toques suaves e apertões ávidos, exploram reciprocamente os corpos à procura dos pontos certos (tal como acontece na declaração de IRS) e pouco a pouco vão preenchendo os vários campos. E a declaração vai ficando pronta para ser entregue.
Fase da Penetração - Entras na repartição de Finanças a que corresponde o teu bairro fiscal, tiras a senha e aguardas na fila para entregar a declaração. Ou seja, tacitamente ou por iniciativa de um dos dois, há um encaminhamento para o local onde tudo irá acontecer a partir do momento que a declaração dê entrada, com os devidos cuidados e verificações, em sede apropriada.
Fase do clímax - Dentro da repartição, a declaração de IRS vai andando de um lado para o outro, para trás e para a frente, sem nunca sair do sítio mas, enfim, levando com o carimbo em todos os sítios por onde passa. À medida que o tempo passa, homem e mulher vão ficando cada vez mais excitados com a possibilidade de receberem o reembolso, não conseguindo estar quietos e variando frequentemente de posição na cama. Neste crescendo constante, o suor de ambos funde-se e o frenesi é cada vez maior, cresce a expectativa e aumenta o vigor dos movimentos. Finalmente, entra-se no período que o ministro da tutela havia anunciado para serem pagos os reembolsos. A ansiedade é quase incontrolável, pois sabes que pode acontecer a qualquer momento, mas fazes todos os possíveis para te conteres. Há que esperar pelo momento certo, pois o teu dinheiro também tem que dar prazer ao Estado.
Fase do Orgasmo - Quando chega o reembolso do IRS, sentes-te implodir de energia, estremeces de um prazer que te arrepia e dir-se-ia secar-te a pele, o teu corpo contrai-se num estremecimento interminável que te rasga desde o ventre ao cérebro, apetece-te desconjuntar o mundo com a força das tuas mãos e do teu corpo e, entre outros sintomas mais, há quem diga que se vê fogo-de-artifício. Nesta fase, os intervenientes numa relação sexual dizem: “Estou-me a vir! Aaaahhhh!! Que boooom!” ou utilizam outras expressões com sentido análogo. O contribuinte diz “Já veio! Já veio! Que bom, já veiiioooooo!”. Muito semelhante… Claro que não se pode generalizar. Nem sempre as coisas sucedem assim e pode haver milhentas, inúmeras variantes, nuances, alterações de ordem, fases imprevistas, etc., etc., etc.. Aqui ficam, por isso, algumas variantes ao orgasmo “straight”, tal como o descrevi:
Orgasmo por Estimulação Manual - Quando, por não atingir o montante mínimo definido por Lei, o contribuinte fica isento da apresentação de declaração de IRS.
Orgasmo com Sexo Oral - Quando a declaração deu entrada através da página de Internet do Ministério das Finanças.
Orgasmo pré Penetração - Quando os cálculos foram mal efectuados pelo contribuinte.
Orgasmo Clitoriano - Quando o contribuinte tenta perpetrar uma fuga ao Fisco!
Orgasmo por Estimulação do ponto "G" - (detrás da sínfise púbica na vagina) — Quando o contribuinte usufruiu de benefícios fiscais significativos graças ao aconselhamento técnico de um contabilista.
Orgasmo com Sexo Anal - Quando o contribuinte conhece alguém na repartição de Finanças que evitou que ele tivesse de esperar na fila…
Depois, é claro, há orgasmos com diferentes quantias.
"texto da responsabilidade de Dr Matusalém, digníssimo sexólogo da DGCI"



Hoje a Serra da Arrábida acordou timidamente iluminada pelo sol, por entre a neblina matinal, assemelhando-se a um bosque de sombras perfumadas, onde as densas brumas obscureciam os caminhos.
Percorro labirintos e trilhos onde sinto, a cada passo, evocar o enigma da natureza. Sente-se no ar uma atracção mágica… penetrá-la só pode ser entendido quando se respira o mar e a serra , unidos numa simbiose perfeita.A questão da serra ser masculina, feminina, assexuada ou hermafrodita, é irrelevante. O que importa referir é a sensação que ela nos transmite … uma espécie de big bang interno, uma explosão de bem estar, em que o universo se paralisa num segundo infinito e nos liberta de tensões acumuladas, provocando um mergulho de tranquilidade!
"Caged birds accept each other, but flight is what they long for" Tennessee Williams